sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

A mudança dos juizados especiais de Teresina para o Fórum dos Juizados Especiais, localizado na praça Edgard Nogueira foi celebrada pela maioria dos advogados. A solenidade aconteceu no dia 15 de setembro do ano passado e o discurso foi o de que uma nova era estava sendo iniciada no Judiciário piauiense. Cinco meses depois, porém, o otimismo não se confirmou: andares interditados para reforma e audiências realizadas exclusivamente em regime de home office, segundo advogados que preferiram se manter no anonimato.

Na inauguração, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Aderson Nogueira, não economizou otimismo. Disse ele:  “Temos a satisfação de hoje entregar para a sociedade piauiense um novo espaço de promoção da mais justa justiça. Este prédio já abrigou órgãos de grande relevância, como a Corregedoria-Geral da Justiça, gabinetes de desembargadores e até órgãos de outros poderes. Cada passagem deixou marcas na história do Judiciário piauiense e hoje damos a esse espaço uma nova vocação: ser instrumento de fortalecimento dos Juizados Especiais”.

Entre os advogados havia um grau de satisfação muito grande. O advogado João Batista Tavares é um dos que ficaram satisfeitos com a mudança. Disse, na ocasião, ao portal RDT: “Até o dia 15, nossa situação era crítica, pois o deslocamento era muito complicado e às vezes implicava até na impossibilidade de participarmos de todas as audiências. Os juizados ficavam espalhados por todas as zonas da cidade. Aconteciam até problemas com as áreas territoriais de atendimento de cada juizado, o que levou, inclusive, a arquivamento de processo por incompetências territorial”.

Hoje, porém, a realidade que os advogados encontram são avisos de interdição. Nesta semana, por exemplo, um comunicado afixado em uma das paredes do Fórum, informava o seguinte: “COMUNICADO IMPORTANTE. 1º E 2º ANDAR DO FÓRUM INTERDITADO. Atendimentos do gabinete estão acontecendo via WhatsApp. Dirija-se ao balcão de atendimento da Secretaria Unificada no térreo. Agradecemos a compreensão.

No primeiro pavimento deveriam estar funcionando os dois Juizados Criminais, a Turma Recursal, a representação da OAB e do Ministério Público, além das salas de mediação e conciliação; no segundo, seis Juizados Cíveis com suas salas de audiência. Tudo está momentaneamente paralisado e não há prazo para a desinterdição, segundo dois advogados ouvidos pelo portal.