
Foto: Ascom MS
Os pacientes do Sistema Único de Saúde do Piauí vão contar com 28 novas unidades de atendimento para ampliar a oferta de serviços de saúde no estado. Para isso, o Ministério da Saúde anunciou, nesta sexta-feira (26), a liberação de cerca de R$ 72 milhões para obras em 24 municípios piauienses. A medida se soma à chegada de 27 novos médicos especialistas que começaram a atuar em 10 cidades no estado. Ambas as iniciativas integram as ações do Programa Agora Tem Especialistas.
Com recursos do Novo PAC Seleções 2025, a rede pública de saúde no Piauí contará com mais três Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e uma Policlínica. Já as 24 novas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) vão fortalecer a Atenção Primária, que ao ser qualificada, contribuirá para reduzir a sobrecarga na Atenção Especializada do estado.
Em todo o Brasil, estão previstas a construção de 899 novas unidades de atendimento, com um investimento total de R$ 2,5 bilhões, beneficiando 26 estados. Além disso, 322 médicos especialistas já começaram a atuar em 156 municípios, distribuídos pelas cinco regiões do país, reforçando a oferta de serviços de saúde e ampliando o acesso da população ao Sistema Único de Saúde.
A liberação dos recursos federais possibilita a estruturação da rede pública de saúde nos estados e municípios, ampliando a capacidade de atendimento em todo o Brasil. “Esse é um esforço importante do Agora Tem Especialistas para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias. A expansão imediata da oferta de serviços, com a mobilização de toda a estrutura pública e privada de saúde do país, vem acompanhada de mais investimento em infraestrutura pelo Novo PAC Saúde. Uma frente estruturante que vai garantir mais serviços de saúde para a nossa população”, afirmou o ministro da Saúde Alexandre Padilha.
Mais atendimentos especializados
Durante o evento de acolhimento dos novos médicos, realizado no Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (HU-UFPI), nesta sexta-feira (26), a coordenadora geral de residências do Ministério da Saúde, Priscilla Azevedo, comentou a importância da iniciativa.
“O Agora Tem Especialistas é uma estratégia inédita do governo do presidente Lula, que visa ampliar a atenção especializada e reduzir o tempo de espera. São várias ações combinadas para além da chegada desses médicos. Já na próxima semana vamos ter uma segunda chamada, então esse número vai ser ampliado. Vamos fortalecer também as residências em saúde em todo o Brasil”, disse. No evento, ela esteve acompanhada da diretora do Departamento de Atenção Primária à Saúde Indígena (DAPSI) do Ministério da Saúde, Putira Sacuena.
Além do Piauí, os profissionais chegaram para reforçar a rede pública de saúde em Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará, Amapá, Tocantins, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal.
Autoridades do Ministério da Saúde estiveram presentes em diferentes estados para participar de agendas simultâneas de acolhimento e integração dos profissionais.
Maior número de profissionais vai para o Nordeste
Nesta primeira etapa do provimento, o Nordeste – que, historicamente, tem a maior carência de médicos especialistas – recebe o maior número de profissionais: são 188 médicos, que correspondem a 58% do total. Em seguida, estão as regiões Sudeste com 70 profissionais, Norte (40), Centro-oeste (17), e Sul (7). Do total de especialistas, 72% atuarão em áreas classificadas como de alta ou muito alta vulnerabilidade, sendo 22% alocados em municípios da Amazônia Legal.
Para a distribuição das vagas, foram priorizadas as regiões com número de especialistas abaixo da média nacional e as que a população precisa se deslocar mais para conseguir atendimento. Também foi considerada a capacidade instalada para oferta da assistência.
As especialidades com maior número de profissionais são ginecologia (98), anestesiologia (37), otorrinolaringologia (26), cirurgia geral (25) e em diferentes áreas do atendimento oncológico (66).
Além de atuarem na rede pública, os médicos contarão com a mentoria de profissionais de excelência da Rede Ebserh e de hospitais do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). Serão dedicadas 16 horas semanais à prática assistencial e quatro horas semanais a atividades educacionais. São 16 cursos de aprimoramento para o médico que já é especialista em áreas como cirurgia, ginecologia, anestesiologia e otorrinolaringologia.
(Secom PR)