terça-feira, 05 de maio de 2026
Abastecimento: Gracinha Mão Santa conclama população a cobrar concessionária

“É hora de as vozes roucas irem para as ruas, porque a gente só muda o que está errado reivindicando. A empresa [Águas do Piauí] ganhou, a empresa tem que apresentar para todos nós o cronograma de como ela vai trabalhar. Ela não pode mais trabalhar só no rumo dela, sem prestar contas de para onde vai”, conclamou a deputada Gracinha Mão Santa (MDB) na sessão plenária desta terça-feira (5) da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi).

Depois de repercutir em várias sessões as reclamações da população sobre os serviços prestados pela Águas do Piauí, a parlamentar fez esse apelo para que os piauienses se mobilizem. Ela relatou que em suas visitas pelo estado, a maior demanda que existe é por melhorias no abastecimento de água e no saneamento.

Para Gracinha Mão Santa, a situação já era esperada por meio de estudos que ela fez quando participava da gestão do prefeito Mão Santa, em Parnaíba. Antes da privatização da Agespisa, a deputada defendia a municipalização da empresa estadual como medida para evitar o que ela chamou de “maior desastre da História”.

Ela utilizou o exemplo do governo Mão Santa para defender que a empresa pública bem administrada gera resultados para a população. Durante a gestão de seu pai no Governo do Estado foram feitas obras de esgotamento sanitário que permitiram a construção de dois shoppings em Teresina e a verticalização da capital.

Gessivaldo Isaías cobra ações da Águas do Piauí na zona rural de Teresina

Foto: Thiago Amaral / Ascom Alepi

O deputado Gessivaldo Isaías (MDB) relatou, durante a sessão plenária desta terça-feira (5) da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), que esteve na zona rural de Teresina, no povoado Gandu, e ouviu muitas reclamações da população local em relação à falta de estrutura de saúde e de abastecimento de água.

O parlamentar criticou a Águas do Piauí, concessionária responsável, afirmando que há relatos de não colocação de bombas em poços e de dificuldades na distribuição de água. “Ouvi que um técnico foi lá e disse que a empresa não tinha condição de instalar bomba em poço e de canalizar água”, contou.

Outra preocupação de Gessivaldo Isaías com a localidade é pela dificuldade de acesso à saúde. Ele afirmou que o posto de saúde mais próximo tem realizado atendimentos somente pela manhã. “Estamos carentes na questão da saúde, porque o posto da Cacimba Velha, que atendia antes, tem atendido apenas pela manhã e em situação até um pouco precária”, disse. (Ascom Alepi)