
O vice-governador Them´sstocles Filho declarou recentemente, em entrevista a um veículo de comunicação de Esperantina, pela primeira vez em público, no berço político de sua família, que será candidato a deputado estadual e manifestou sua revolta com o voto que é dado a políticos por interesse pessoal do eleitor, que “rouba” investimentos que poderiam ser levados por representantes políticos da região.
Segundo ele, a escolha do voto é pessoal, mas o próprio eleitor deve questionar o que aquele candidato escolhido fez em favor de sua cidade, de sua região: “O cidadão vota em quem quer. Mas na hora que o cidadão vai votar em alguém, ele tem que pensar no que que esse cara fez pelo meu Piauí, pela minha região, pela minha cidade. Tem gente que vota em alguém para se dar bem, não apresenta uma obra em benefício da população, seja de Esperantina, de Batalha, de qualquer lugar, é só para se dar bem”, reclamou.
Para ele, o voto por interesse pessoal rouba a região do próprio eleitor: “O cara quando vota num cidadão desse nível, que nunca ajudou a região dele – e eu estou falando aqui de Esperantina – é um voto que está roubando o município de Esperantina”.
A entrevista gerou muitas especulações pois mostrou um Themístocles Filho muito diferente do político cordato, conciliador e de diálogo que sempre caracterizou sua vida pública.
De acordo ainda com as especulações de bastidores, o deputado estaria insatisfeito e revoltado pela atuação de algum candidato em busca de apoio eleitoral nos municípios de Batalha e Esperantina, dois colégios eleitorais onde o vice-governador sempre foi bem votado, mas que ainda não foi identificado, já que o próprio Themistocles não mencionou nenhum nome.
Themístocles Filho foi eleito vice-governador em 2022 mas foi comunicado pelo governador Rafael Fonteles que não comporia a chapa majoritária em 2026. Com sua saida da Assembleia, elegeu, para seu lugar, o filho Felipe Sampaio, que devolverá a vaga na nominata de candidatos do MDB este ano. Ele não precisou se desincompatibilizar do cargo, mas não poderá assumir o governo do Estado até a eleição. (Redação)